O Programa de Superação das Limitações Pessoais foi elaborado de modo a nos permitir tirar proveito do sucesso que nossos comportamentos autossabotadores têm nos impedido de alcançar. Nossas limitações só nos definem se permitirmos. Quando as ignoramos, deixamos que elas nos impeçam de progredir; porém, quando as identificamos e buscamos superá-las, aumentamos drasticamente nossas chances de sucesso.

Teorias do sucesso

No cerne da Superação das Limitações Pessoais está a noção crucial de que não são somente os pontos fortes que definem nosso sucesso. Não importa quão formidáveis sejam nossos talentos, ficamos restritos por comportamentos que limitam nosso desempenho ou definem os motivos para nosso fracasso. Em outras palavras, nossas limitações pessoais determinam, em última instância, nosso nível de sucesso.

Se você conseguir identificar esses pontos fracos e traçar um plano para superá-los, logo vai experimentar uma explosão de sucesso, produtividade e felicidade em todos os aspectos da sua vida. Em suma: você conhecerá quem você nasceu para ser.

A Teoria das Limitações Pessoais desafia duas abordagens comuns ao autoaperfeiçoamento que muitas vezes não deram certo com meus clientes:

  • a Teoria da Personalidade; e
  • a Teoria das Forças.

A primeira dessas teorias afirma que nossa personalidade é essencialmente fixa e que determina nosso modo de agir. Área vasta que abrange várias visões do “eu”, às vezes até conflitantes entre si, a Teoria da Personalidade não é de grande ajuda na identificação de problemas ou de estratégias de melhoria. Concordo com a ideia subjacente de que nossas características ou tendências inatas muitas vezes definem quem somos, mas essa teoria não reconhece nossa tremenda capacidade de realizar transformações positivas em nossa vida e, portanto, é limitada como ferramenta para o nosso crescimento.

Dezenas de perfis podem descrever nossa personalidade. Testes como DISC, Myers-Briggs e Taylor-Johnson são interessantes e ajudam a classificar nossa personalidade, mas não são particularmente úteis para promover mudanças comportamentais ou orientar o crescimento pessoal.

Outra linha de pensamento popular, denominada Teoria das Forças, afirma que, se prestarmos atenção às direções em que nos movemos naturalmente, isso revelará nossas forças e nos mostrará onde devemos concentrar as energias. A lógica da Teoria das Forças é mais ou menos a seguinte: nossa personalidade consolidada é resistente a mudanças, então devemos reforçar nossas habilidades naturais em vez de nos concentrar em áreas nas quais não temos um desempenho tão bom. Em outras palavras, citando a expressão que popularizou essa teoria, devemos “fazer valer nossas forças”. É claro que concordo com o conceito básico da Teoria das Forças: por que trabalhar em um escritório quando se é um músico talentoso, ou manter um emprego que se detesta só porque o salário é bom? Descubra quais são seus dons, desenvolva-os e aplique-os para o bem maior.

A Teoria das Forças contribui para o sucesso. Mas isso não é suficiente. Se você conhece seus pontos fortes, mas está tentando passar para o próximo nível, investir ainda mais nessas características não levará a um salto significativo no desempenho. A maioria das pessoas com quem trabalho não precisa ouvir de mim que pode ser melhor naquilo em que já se destaca ou que deve gostar de si própria do jeito que é.

Dizer a uma pessoa altamente criativa, mas sem autocontrole que apenas celebre e expanda sua criatividade, por exemplo, é contraproducente – seus dons nunca poderão ser expressados plenamente sem o foco e a disciplina proporcionados pelo autocontrole.

Nem a Teoria da Personalidade nem a Teoria das Forças foram muito úteis no meu trabalho. A ideia de que minha personalidade é imutável não ajuda muito quando estou tentando tornar minha vida melhor. E apenas ser informado de que preciso me concentrar em meus pontos fortes não menciona os comportamentos que preciso corrigir para poder avançar.

Em contraposição, a Superação das Limitações Pessoais se baseia na noção de que a mudança é mais do que possível: é imperativa. Para vivermos plenamente, podemos e devemos aprender a minimizar nossas fraquezas comportamentais ao mesmo tempo que maximizamos nossos pontos fortes. É verdade que muitos obstáculos são difíceis de transpor, e um foco exagerado em nossas limitações pode ser frustrante e até mesmo deprimente. Contudo, ignorá-las é ainda pior.